sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Uma Viagem para Itanhaém em 1970

O Trem Santos-Juquiá nos Anos 70.
Acompanhe o relato de meu pai, Charles H. Alberto, sobre suas viagens de trem para Itanhaém:
Follow the story of my father, Charles H. Albert, on his travels by train to Itanhaém:
"Lá pelos meus 9 ou 10 anos de idade, ia de trem para Itanhaém, junto da minha mãe e dos meus irmãos, nas férias. Eu adorava o barulho da locomotiva, em alguns momentos dava para ver o mar. Pegávamos o trem na Estação Ana Costa, por volta das 3 horas da tarde, com destino a Itanhaém. Gostava de sentar na poltrona da janela, para ver a paisagem. Passávamos por Agenor de Campos, Humaitá, Samaritá, Mongaguá, Suarão, entre outras que não lembro o nome. Quando o trem se  aproximava da estação, víamos o movimento dos passageiros, entre os quais mochileiros e famílias inteiras, que formavam filas para entrar no trem. Ao longo da ferrovia, havia muito mato, não existiam muitas construções como hoje. Ela era acompanhada pela rodovia Pedro Taques. Ao final da viagem, ficava torcendo para não ficar muitos dias, só para poder fazer a viagem de volta. Gostaria que a linha existisse novamente mas com toda a segurança, mesmo porque ao longo da ferrovia nasceram bairros e o trânsito aumentou. Era muito bom viajar de trem nessa época."
"There for my 9 or 10 years old, rode the train to Itanhaém, next to my mother and my brothers, on vacation. I loved the sound of the locomotive, at times you could see the sea.We took the train in station Ana Costa, around 3 pm, bound for Itanhaém. He liked to sit in the window seat to see the landscape. We passed by Agenor de Campos, Humaitá, Samaritá, Mongaguá, Suarão, among others that do not remember the name. When the train approached the station, saw the movement of passengers, including backpackers and entire families, who formed lines to get on the train. along the railroad, there was muchgrass, as there were not many buildings today. She was accompanied Pedro Taques highway. at the end of the trip, I was hoping to not get many days, just to make the tripback. I wish there again but the line safely, if only because they were born along the railroad and transit districts increased. It was very nice to travel by train this time. "
O trem em 1988.
A Estação Ana Costa, atualmente.

Um comentário:

  1. Desenvolvimento com políticas ambientais sustentáveis, não são coisas antagônicas. Qualquer pessoa com um mínimo de noções culturais sabe que investimentos em transporte, saneamento básico, urbanismo e infra-estrutura só trazem o progresso por onde passam. Os fatos refletem isto, o atual rodoanel sul não permite ligações periféricas secundárias em seu contorno, e que atravessa inúmeros mananciais, e o futuro norte estão levando em conta estas importantíssimas questões. Com todo respeito, acreditar que o único caminho viável é deixarmos do jeito que está, é no mínimo falta de informação.
    Dentre as obras do PAC, uma que deveria estar incluída e ser priorizada é ligação rodo ferroviária Parelheiros–Itanhaém, uma vez que o porto de Santos ultrapassou seu limite de saturação com filas de navios em de mais de 60 unidades, das quais podem ser avistados da Vila Caiçara em Praia Grande, além de que a Via Anchieta por ser a única via de descida permitida para ônibus e caminhões tem registrados congestionamentos e acidentes graves semanalmente, como este de hoje 22/02/2013 em que uma trompa d’agua na baixada paulista deixou o sistema Anchieta / Imigrantes em colapso, e o transito só foi restabelecido na madrugada do dia 24 seguinte, e em épocas de escoamento de safras também a Dom Domenico Rangoni (Piaçaguera–Guarujá) se torna congestionada diariamente, ao contrário da Manoel da Nóbrega, onde somente se fica com problemas em épocas pontuais na passagem de ano, ao porto de Santos, e os futuros portos de Itanhaém / Peruíbe.
    Acredito também, como munícipe, que a estrada mitigaria as condições de estagnação que as cidades vivem, com ruas sem pavimentação, ocupação desordenada do solo, entre outras. Uma ligação da cidade com a região sul da capital traria muitos benefícios, fornecendo mais opções, melhorar a qualidade de vida dos moradores da capital e baixada. Muitas pessoas voltariam a fixar na cidade, inclusive eu. A cidade poderia nos dar mais retorno frente aos impostos que pagamos. Investimentos em Parques Temáticos, Porto, Aeroporto, Ferrovia ligando com a existente, enfim muitos projetos que alavancariam a região como um todo, bem como o desenvolvimento global de toda a região.
    Enquanto outras cidades turísticas litorâneas avançam principalmente no norte fluminense, Itanhaem, Mongaguá e Peruíbe se voltam ás primitivas cidades sazonais caiçaras sem interesse em desenvolvimento e com metas e avanços financeiros presentes apenas nas mãos de alguns.
    Já passou á hora de ver nossa geração e de nossos filhos se enraizarem na região com bons empregos e educação ao invés de tentar uma melhor condição social em São Paulo, pois Santos também já ultrapassou o limite de saturação.
    Com relação Parelheiros, esta região rural situada ao sul do município de São Paulo, a região que possui uma carência de saneamento básico, ajudaria enormemente uma fiscalização, urbanização e preservação dos seus mananciais.
    Sinto que o potencial destas cidades não são utilizados, com foco noutros que beneficiam uma minoria retrógrada. Não vejo senão, o apoio irresponsável e egoísta aos interesses escusos.

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